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Dino Martinez fez opção pela vida

Homossexual e portador do vírus da Aids, enfermeiro circula pelas ruas de Campinas em sua moto cor-de-rosa
Tatiana Fávaro
DA AGÊNCIA
ANHANGÜERA
tfavaro@rac.com.br
O carro da reportagem está parado em um dos semáforos da Avenida Santa
Izabel, a principal de Barão Geraldo. De repente, pára do lado do veículo uma
moto inteirinha pink - elemento completamente inusitado no cenário pacato do
distrito campineiro. O motoqueiro, também vestido em tons de rosa da cabeça aos
pés — incluindo um quepe a la Village People — pergunta: “Vocês têm algo contra
gays?" E, diante da negativa, pede para colocar uma música, que ele mesmo
classifica como o hino da comunidade”.
O ano era 1999 e o dia Dino
não se lembra muito bem. Pudera. Ele estava no salão de beleza no qual
trabalhava, entre clientes “bem apessoadas casadas com homens de posse”, recorda
apenas. Terminava um corte de cabelo quando sentiu uma tontura. Respirou fundo,
achou que era fraqueza. Mais alguns minutos e, de novo, a tontura, só que mais
forte. A ponto de fazê-lo desmaiar. Quando acordou, estava numa cama de
hospital, onde recebeu a notícia de que era portador do vírus.
A notícia
rendeu-lhe mais três meses internado. Não por causa de sintomas, mas por
depressão. Durante outros 90 dias, o então cabeleireiro ficou trancado em seu
quarto, numa casa em Barão Geraldo, onde até hoje mora com os pais. Até que
percebeu que teria duas alternativas: morrer ali, entregue à sorte, ou não
perder mais nenhum dia se lamentando. “Escolhi a vida. E a alegria. E, mais
ainda, dividi-la com as pessoas.”
Dino tinha o respaldo de morar numa
cidade que é referência no tratamento de Aids. De 1982 até 2003, a Secretaria
Municipal de Saúde registrou cerca de 3,7 mil casos da doença em maiores de 13
anos. Mas duas coisas afastaram o cabeleireiro do tratamento: o fato de ser um
portador assintomático do vírus e outra, a de ser intolerante a medicamentos.
“Do dia em que descobri que não posso tomar a medicação até hoje, o único
remédio que uso é me manter de bem com a vida.”
O último
Hoje,
Dino trabalha como enfermeiro particular. A família para a qual ele presta
serviços o acolheu sem qualquer preconceito. “Sempre aviso antes de trabalhar em
algum lugar que sou portador do vírus.”
Só não está vestido inteiro de
rosa quando está no trabalho - um dia sim, outro não. Diariamente pega uma de
suas motos e passeia pelo centro de Campinas. Quando está de folga, vai para os
bairros. Repete a rotina há um ano. E já foi contratado para fazer
apresentações.
Com o dinheiro extra que arrecada, cuida das motos. E no
restante do tempo livre, dá aulas de trabalhos manuais no Centro Corsini, onde
tem acompanhamento médico. “O que consigo com as vendas, dôo para o Corsini”,
orgulha-se.

OVULADO
Gente, eu tô ovulado com o tanto de coisa que anda acontecendo com o E-jovem esses dias. De bom e de ruim também, infelizmente. Depois de eu ter levado o soco, do Luisinho ter sido expulso da boate e do Well ter apanhado de Carecas em SP, agora uns Skinheads bateram num E-jovem em Curitiba. Onde isso vai parar? ![]()
Mas vamos falar das coisas boas: o Encontro Nacional do E-jovem em Brasília!! Quem aqui de Campinas vai poder ir?? Temos que decidir isso logo - ou seja, mais um assunto pra sábado!! ![]()
Até lá!!
Deco ![]()
COISINHAS
Povo, sábado vamos definir nossa participação no evento de juventude da prefeitura e conversar sobre nossa participação junto a algumas escolas da região, especialmente a da Paty. Lembro também que outras pessoas ficaram de ver (há anos) se rolava da gente ir em suas escolas - como o Alan, por exemplo... ![]()
Outras coisinhas para sábado:
É isso!! Essa semana vamos nos encontrar às 18h mesmo (já que ninguém chega às 17, né! hehe). E, pra relaxar, mais uma fotinho do Junior e seu namorado Zeca:

Fofos!! Até lá!
Deco ![]()
OLHO NESTE HOMEM:

Esse é Erom Cordeiro, o ator que
vai interpretar Zeca, o namorado do Júnior (Bruno Gagliasso) na novela
"América". Diz aí - o moleque se deu bem, né não?? Qual moleque? Os
dois!! ![]()
O moço tem até orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=17930407908906765494. Se joga, bee!!
Deco ![]()
| Ingressos para O 3° Travesseiro começam a ser vendidos em Campinas |
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do Espaço GLS
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A Produção do espetáculo “O 3° Travesseiro” anunciou nesta segunda-feira (19/09) o inicio da venda dos ingressos. [Nota do Deco ~ Povo, vamos comprar já?? Quem é que vai?? Vamos comprar juntos, pra ficarmos todos na mesma fila... 20 reais antecipado ou 15, pra quem estuda (depois do dia 1°), tá de GRAÇA! |
DESORDEM NA TABA
Polvo, olha o recado que eu recebi do pessoal que cuida da TABA:
Hoje encontramos novamente o cinzeiro sujo em cima da mesa do escritório. Mas dessa vez não limpamos e gostariamos que o coordenador do grupo que o utilizou fosse até lá limpar. Além disso, a cozinha e banheiro estavam bem sujos, e dessa vez também não retirei os lixos, pois acho que todos que usam o espaço deveriam colaborar conosco e retirar os lixos de vez em quando. E o mais grave, mexeram nos livros da campanha que o CVCampinas fez para as instituições, reviraram tudo e a Lilian pede também para que o responsável vá até a Taba arrumar tudo, pois ela e a Tâmara tiveram muito trabalho para separar os livros.
Nem tem o que dizer, né? E o pior é que essa é a segunda vez seguida que reclamam. A gente vai acabar perdendo a nossa sede. É isso o que vocês querem?? ![]()
PORTANTO: A partir de sábado, fica proibido fumar na TABA e vamos fazer uma vaquinha para comprar copos descartáveis - que vamos utilizar e recolher depois. E, claro, nada de mexer em qualquer caixa, armário e geladeira da TABA (e isso inclui as incursões que uns e outros fazem à cozinha e seu contúdo). Está claro?
Deco ![]()
| Portal Cosmo On Line faz enquete sobre casamento homossexual |
| 16 de Set de 2005 - 19h38min |
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Da redação [Nota do Deco ~ Ô cidadezinha conservadora, hein!! Metade do povo nos odeia! Isso mostra como as coisas são foda... |
DIAS DOS PAIS E MÃES E-JOVENS
Galera, foi ou não foi TUDO de bom o nosso encontro semanal desse sábado?? Mais de 20 pessoas foram lá na TABA (como chamamos nossa sede - que, pra quem não sabe, fica na Rua José Paulino, 1389 - Centro) conversar sobre a relação entre pais e filhos gays e lés. E o melhor é que tínhamos um pai e duas mães junto com a gente: o seu Orlando, pai da Aira; a Nay, mãe da Lys; e a Ismê, mãe do Alan.
Foi um longo bate-papo sobre suas descobertas e de como lidaram (e ainda lidam) com o fato de seus filhos serem diferentes. Falamos de família, de preconceito (que, todos concordaram, é fruto da ignorância, da falta de informações que muitos pais têm sobre o que é homossexualidade, o que é ser homossexual), de rótulos, de amor, de respeito. O povo fez várias perguntas aos pais, que procuravam responder da melhor maneira possível - mas tudo num clima super bom, sempre tinha alguma coisa que fazia todos rirem sem parar! ![]()
Uma coisa que pipocou na fala de todos os pais ali, e que é interessante destacar, foi a importância do diálogo. Todos estavam ali sábado porque aceitavam (ou, no mínimo, respeitavam) a orientação sexual do filho e sua decisão de viver isso plenamente. Mas isso porque houve um diálogo franco e aberto entre pai e filha, mãe e filho e mãe e filha. Eu achei legal quando o seu Orlando chamou a atenção pra um fato que acontece muito: quando o filho resolve contar que é gay no meio de uma discussão com os pais. Não funciona, disse ele. Tem mesmo é que pensar com cuidado no assunto, sentar e conversar, bem preparado. Preparado até para, contrariando a crença popular de que 'mãe sempre sabe', pegar a mãe de surpresa: a Nay confessou ali pra gente que nem suspeitava que a filha era lés. Mas que a abertura que as duas sempre tiveram, aliada ao pouco preconceito que ela tinha quanto a amar alguém do mesmo sexo ("Quando você fecha os olhos", disse ela, "o que você vê não é o sexo. É o espírito da pessoa." Fofa!
), foram fundamentais para essa aceitação. Mas, seguindo a regra, tanto o seu Orlando quanto a Ismê disseram que já sabiam que seus filhos eram homossexuais e só esperavam a confirmação. Segundo Ismê, o adolescente cresce quando resolve assumir por livre e espontânea vontade uma coisa dessas. "Tem que ser muito macho pra isso!", falou ela, toda orgulhosa do seu rebento.
Orgulhosos estamos nós, E-jovens, de existirem pais e mães como vocês!! ![]()
Além disso tudo, ainda deu tempo pra conversarmos sobre o protesto que vamos fazer na Praça do Sucão (o César até topou fazer um discurso no carro de som em nome do E-jovem), sobre o Programa Escola Jovem (nosso projeto de levar o debate sobre homossexualidade às escolas de Campinas) e at''e de fazer mais um ensaio da nossa peça, que fala de AIDS na adolescência. Aliás, aproveito pra agradecer à Paty, que está arrasando em suas aulas de expressão corporal aos atores do grupo! Sem ela, não sei o que iríamos fazer!! ![]()
Ufa! Foi assim.
Ah, e tinha muita gente bonita lá também!! O que era aquele menino de Valinhos, o do olho azul?? Volte sempre, viu? ![]()
Beijo do Deco ![]()
Quem não assiste, comece AGORA!! ![]()
Novela das sete da Globo terá final feliz gay
DANIEL CASTRO
COLUNISTA DA FOLHA
"A Lua me Disse" terá um final pouco comum em novelas, principalmente das 19h: dois homens terminarão juntos e felizes.
Samovar (Cássio Scapin), que é explicitamente gay, passou a novela toda tentando conquistar Valdo (Hugo Gross). Colocou outdoors com declarações de amor, mandou flores e presentes, mas nunca foi correspondido. Chegou até a ser rechaçado.
Mas, nos últimos capítulos da novela da Globo, que termina dia 30,justamente quando Samovar desiste de Valdo, o jogo vira. Valdo descobre que está apaixonado e se rende. Em suas últimas imagens, eles aparecerão
rumo a Paris, numa viagem romântica.
Segundo Maria Carmem Barbosa, que divide a autoria de "A Lua me Disse" com Miguel Falabella, não haverá nada que possa agredir o telespectador do horário, como beijos.
Não é a primeira vez que uma novela das sete da Globo tem final feliz gay. Segundo Mauro Alencar, doutor em telenovelas pela USP, isso ocorreu em "Mico Preto" (Globo, 1990). Um dos personagens, Zé Luís, era interpretado por Miguel Falabella.