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Aids cresce entre jovens gays de Campinas
(matéria do jornal Correio Popular

09 de Fev de 2006 - 01h24min

Delma Medeiros,
da Agência Anhangüera

Apesar do número ainda reduzido de casos, a epidemia de Aids em Campinas mostra uma nova tendência de crescimento entre homossexuais masculinos jovens, com o diagnóstico de HIV positivo na faixa de 20 a 39 anos, o que indica que a infecção se deu bem antes. A coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids, Maria Cristina Ilário, explica que a tendência tem se verificado nos últimos três anos, e preocupa, especialmente por mostrar que as campanhas de prevenção precisam abranger todos os segmentos. Ela explica que a maior via de transmissão hoje é sexual e entre mulheres e homens heterossexuais, seguida pelos usuários de drogas injetáveis (UDI). "Mas a movimentação da epidemia aponta também o aumento entre homossexuais jovens e na terceira idade" , afirma.

No sentido de abranger todos os segmentos e faixas etárias e envolver toda a sociedade na luta pela prevenção da doença, o Programa Municipal, em parceria com o Sindicato dos Médicos de Campinas e Região (Sindimed) lança este mês o Calendário da luta contra a Aids.

Para Cristina, por conta da feminização da epidemia, as campanhas preventivas se voltaram mais para mulheres e homens héteros, deixando de lado os homossexuais, que se descuidaram. "Faltam ações mais dirigidas a este segmento", avalia. "Os jovens pensam que isso não vai acontecer com eles", diz uma drag queen que prefere não de identificar. Ela tem 26 anos, trabalha na noite, descobriu ser soropositiva há um ano e meio, e avalia que se infectou "por vacilo" . "Tinha um namorado e como a relação era fixa, não usávamos camisinha", conta, citando que antes teve relações sem prevenção. Maria (nome fictício) afirma que hoje usa preservativo sempre, mas não conta que é soropositiva por medo da discriminação. Segundo ela, quando mais jovem evitava até falar sobre a Aids. "O jovem tem informação sobre a Aids, mas se sente invulnerável", avalia. Maria destaca ainda que as pessoas confiam demais na terapia antiretroviral (coquetel) se esquecendo dos efeitos adversos dos
medicamentos, que precisam ser usados pelo resto da vida.

Tiago Duque, do Grupo Identidade, cita que há muito discurso sobre o uso do preservativo, mas na prática a situação é outra. "Todos falam em prevenção, mas nem todos se previnem de fato", avalia. Ele lembra que em Campinas tem, inclusive, praticantes do Bareback, uma modalidade que prega a prática de relações sexuais sem proteção. A onda auto-destrutiva funciona como uma espécie de roleta-russa, em que os interessados participam de festas com múltiplos parceiros sem proteção, onde pelo menos um dos participantes é soropositivo. "O mais excitante para os praticantes é justamente o risco de ser infectado pelo HIV", explica. Segundo ele, esses encontros em geral são organizados através da internet.

Duque conta que tem um namorado, ambos fizeram o teste de HIV e confirmaram não estar contaminados, mas mesmo assim não dispensam o preservativo. "É fundamental manter a prevenção. Não dá para ficar só no discurso" , ensina.

Segundo ele, hoje não há mais o conceito de grupo de risco, mas de comportamento de risco, e o ideal é "fazer sexo ainda mais seguro". Dentro dessa linha ele destaca o uso de gel lubrificante nas relações anais, para ambos os sexos. "O lubrificante, além de prevenir machucados, evita o rompimento do preservativo, oferecendo mais segurança nas relações anais" .

Para o secretário do Fórum ONG/Aids, Marcos César Gomes, uma alternativa para criar maior familiaridade dos
adolescentes com o preservativo é estimular seu uso na masturbação. "Pela pouca experiência, os adolescentes têm medo de errar na hora de colocar o preservativo e por isso não propõem o uso. Se estiver familiarizado, vai se sentir mais seguro para usar o preservativo".

Para o coordenador do Grupo E-Jovem, Deco Ribeiro, as campanhas têm que apelar para o lado emocional do
jovem. "As campanhas têm foco no racional e na hora do sexo conta mais o fator emocional" , avalia, citando que
muitas vezes o jovem está com a camisinha no bolso e "não usa na hora H" .

Calendário
Um calendário diferente, que começa em fevereiro, é a mais nova estratégia na luta contra a Aids em Campinas. Resultado de uma parceria entre o Programa Municipal de DST/Aids (PM-DST/Aids) e o Sindicato dos Médicos de Campinas e Região (Sindimed), o calendário busca envolver toda a sociedade na solidariedade às pessoas vivendo com HIV/aids, além de mostrar a beleza existente em todas as pessoas. "Este é um novo jeito de encarar o desafio de combater a epidemia de aids, potencializando a inclusão", diz a coordenadora do PM, Maria Cristina Ilário.

Ela destaca a importância da parceria com o Sindimed, que colaborou inclusive com recursos para a produção do calendário. "A participação do Sindimed legitima nosso trabalho e sedimenta parcerias com outras empresas" , avalia.

O novo calendário, que estará em consultórios médicos, unidades de saúde e ONGs que participam da luta contra a Aids, será lançado na sede do Sindimed no próximo dia 15, aproveitando o incremento da campanha de prevenção para o Carnaval e Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. O calendário traz fotos de 24 modelos, homens e mulheres escolhidos entre usuários, trabalhadores e parceiros do PM-DST/Aids, e textos elaborados pelos próprios modelos, incentivando a prevenção, o respeito às diferenças e o maior engajamento da sociedade na luta contra a aids. As fotos são assinadas por Guilherme Gallembeck, com projeto gráfico do Núcleo de Educação e Comunicação Social (Necs) do Programa Municipal. A idéia do calendário partiu de uma usuária do programa, segundo Luciane Ferrareto, uma das coordenadoras do projeto.

"A meta é mostrar no calendário o conjunto de ações que o programa já desenvolve e que ocorre o ano todo, não apenas em datas específicas" , frisa Cristina, citando que cada mês enfoca um tópico do trabalho realizado na cidade. A idéia integra o Plano de Ações e Metas (PAM) 2006 do PM DST/Aids, e é um desdobramento do Projeto Vintage, uma proposta de educação para Aids aproveitando a beleza das pessoas comuns e que foi lançado em março do ano passado.

Para o presidente do Sindimed, Giovanni Gurgel Aciole, o projeto veio ao encontro da proposta do sindicato, de mudança no trabalho profissional, com atitudes positivas dos médicos perante seus pacientes. "O calendário é uma forma de tornar cotidiano o trabalho de prevenção da aids, que deve ser uma luta diária" , resume Aciole. Ele lembra que a Aids carrega vários estigmas e um dos objetivos do projeto é quebrá-los e mostrar o belo que existe nos profissionais e pacientes que lidam diariamente com a doença.



- Postado por: E-Campinas às 10h43 PM
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